No ano passado, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA entrou com um processo judicial contra a empresa de pagamentos Ripple, por vender o XRP como um título não registrado. Com isso, várias corretoras deixaram de negociar com a criptomoeda. 

Na época, isso resultou numa queda de 63% do valor de mercado da Ripple, o correspondente a US$ 16 bilhões. Porém, logo na primeira semana de 2021, o XRP voltou a se valorizar, com alta de 30%, e desde então o token vem se recuperando.

“Apesar dessa valorização, consideramos que o XRP ainda exige cautela, pois perdeu um pouco de sua atratividade em razão de ter sofrido pressão regulatória”, disse o diretor de Produtos e Parcerias da Transfero, Safiri Felix. “Mesmo com valorização, é preciso acompanhar os próximos movimentos”, completou. 

Entenda o que aconteceu com o XRP

O processo movido nos EUA contra a Ripple aconteceu em dezembro de 2020. Em sua defesa, a empresa alegou que o token XRP não é um título ou um “contrato de investimento”, de acordo com as definições da legislação federal dos Estados Unidos. 

Além disso, em sua argumentação, a Ripple destacou que o XRP pode ser considerado uma criptomoeda, da mesma forma que o bitcoin e o ethereum.

De qualquer forma, logo após o processo judicial, em janeiro de 2021, o token começou a se recuperar. E no início de abril o token já havia acumulado alta de 90,09% no ano, segundo informação do Investing.com

Porém, mesmo com essa alta, o XRP ainda está 67,88% abaixo de sua máxima histórica de 4 de janeiro de 2018, quando atingiu US$ 3,29.

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