Assim como o BRZ, muitos projetos estão buscando a blockchain Solana para escapar dos altos preços e da lentidão das operações no Ethereum. Além da stablecoin pareada ao real, outras criptomoedas do tipo estão fazendo seus lançamentos também na Solana, para onde foi também o Audius, uma espécie de Spotify descentralizado. Veja abaixo alguns dos nomes que migraram para a blockchain escolhida pela FTX para sua DEX Serum.

Em janeiro de 2021, o BRZ anunciou que o token estaria disponível também na Solana. A Transfero Swiss, criadora do BRZ, mencionou custo menor e mais velocidade ao explicar os motivos da decisão. “Queremos trazer aos nossos usuários o que há de mais novo no ecossistema de criptoativos”, disse, na ocasião, o CEO da Transfero, Thiago Cesar

O BRZ não é, contudo, a única stablecoin na Solana. O USDC — pareado ao dólar — foi lançado originalmente no Ethereum, mas, em outubro de 2020, a empresa por trás dela anunciou a mudança. Assim como a stablecoin da Transfero, a empresa justificou o lançamento na Solana em função da velocidade das transações e das “taxas de transação de custo extremamente baixo”.

Importância das stablecoins

Outra stablecoin a desembarcar na Solana foi a sul-coreana Terra. A criptomoeda é parte de um projeto maior da empresa de e-commerce TMON, que inclui também uma rede de pagamentos. Essa rede inclui o aplicativo CHAI, pelo qual passam outras tantas stablecoins.

Há, ainda, o UDSt, ou Dólar Tether, que anunciou a chegada do token à Solana em setembro de 2020. Segundo o Tether, a nova blockchain facilita “a construção de aplicações DeFi de alta velocidade e baixo custo”.

Na ocasião do anúncio do lançamento do projeto na Solana, a equipe da blockchain falou da importância desse tipo de moeda na rede. “Ao trazer stablecoins para nossa rede, buscamos expandir dramaticamente o espaço de design para desenvolvedores, abrindo espaço para novas aplicações que demandam pagamentos com preço estável”, escreveu a Solana em seu site.

Um dos projetos a chegar à Solana, o Kin promete recompensa a usuários e criadores

Outro projeto que levou seus serviços para a Solana foi o Audius, que é similar ao Spotify, mas com descentralização. O Audius é uma plataforma de streaming de música, porém permite que o artista defina os próprios termos. A plataforma tem um token próprio, o $AUDIO, que permite aos usuários desbloquearem funções premium do serviço. Além disso, com o token, o usuário também tem direito a opinar na governança da plataforma.

Outra iniciativa que começou no Ethereum e chegou à Solana foi o ecossistema Kin, que tem mais de 3 milhões de usuários mensais ativos. O projeto se apresenta como “uma nova forma de engajar, crescer e monetizar sua comunidade digital”. Ele permite, por exemplo, transferências gratuitas e instantâneas. Dentro dele, há uma série de aplicativos, que vão de jogos a viagens e saúde e fitness. Além disso, os desenvolvedores desses apps, os criadores de conteúdo e até os usuários podem ganhar recursos com o uso das plataformas.

Caso tenha algum comentário ou contribuição para o PanoramaCrypto, entre em contato com a nossa Redação.