Startup com DNA brasileiro usa blockchain para serviços de cartório

Startup com DNA brasileiro usa blockchain para serviços de cartório

OriginalMy oferece solução blockchain para autenticar documentos, assinar contratos e provar a autenticidade de conteúdos web, entre outros

Startup com DNA brasileiro usa blockchain para serviços de cartório

Por Redação

A blockchain já chegou ao setor jurídico. A startup fundada por brasileiros OriginalMy usa a tecnologia para uma série de serviços que hoje são de cartório. Por exemplo, autenticar documentos, assinar contratos, provar a autenticidade de conteúdos web, entre outros. A empresa participou do programa de residência do Campus, do Google, entre 2017 e 2018.

Com o lema “Desburocratize agora”, a estratégia adotada pela startup é educar o mercado, segunda afirma Edilson Osório Jr, fundador e CEO da empresa, em matéria publicada pelo Estadão. “Investimos na educação do mercado. Estamos sempre em contato com alunos de Direito, professores, juízes e advogados explicando que o modelo eletrônico para autenticar documentos é melhor e mais seguro”, disse.

A União Internacional de Telecomunicações (UIT), uma agência especializada das Nações Unidas (ONU) para as tecnologias de informação e comunicação, realizou a 6ª reunião do Focus Group de 1º a 4 de abril em Madri, Espanha. Na ocasião, a OriginalMy foi selecionada como um caso de uso relevante da blockchain para impacto social.

Casos de uso

No ano passado, a empresa viabilizou a primeira eleição baseada em blockchain no Brasil, para escolha da nova diretoria da Associação Brasileira de Fintechs. Além disso, a empresa fez a certificação dos primeiros nascimentos e casamentos no país usando a blockchain.

A startup protagonizou ainda momentos importantes na vida pública brasileira. Em 2018, um plugin desenvolvido por ela para combater notícias falsas foi utilizado durante as eleições presidenciais. Além disso, o então candidato pelo PT, Fernando Hadadd, usou a plataforma para registrar seu plano de governo.

No Brasil, o mercado de legaltechs ainda é pequeno se comparado aos países de primeiro mundo. No entanto, segundo o Estadão, o setor deverá receber um fundo de R$ 100 milhões em 2019. Os recursos deverão atrair mais profissionais para atuar no desenvolvimento das soluções necessárias.