“Não tenho dúvidas de que o mercado financeiro será revolucionado pela blockchain, bitcoin e demais criptomoedas”, disse o economista Fernando Ulrich, especialista no tema e autor do livro “Bitcoin – a moeda na era digital”. 

Ele abriu a Semana Cripto, evento organizado pela plataforma de trading Nelogica, entre os dias 8 e 11 de março, que contou com nomes importantes desse mercado – inclusive, com a participação do diretor de Produtos e Parcerias da Transfero Swiss, Safiri Felix. Além de Fernando e Safiri, o analista financeiro e fundador do PhiCube, Bo Willians, e as criadoras do canal Use Cripto, Carol e Kaká, também participaram das discussões. 

Ouro digital

Na visão dos especialistas, o mercado de criptomoedas é bastante promissor, com a digitalização crescente dos negócios e transações em todo o mundo. “A visão de que é um ouro digital, pela sua característica de escassez, é o que faz com que as criptomoedas, especialmente o bitcoin, se valorizem tanto”, disse Carol. 

Em sua apresentação, Fernando lembrou do início do bitcoin, quando Satoshi Nakamoto publicou um paper, em outubro de 2008, descrevendo a sua criação. Na ocasião, apesar de a ideia de dinheiro digital não ser nova, nem mesmo os especialistas em criptografia acreditavam que o projeto tinha chance de sucesso. Hoje, ele já considera o uso de criptoativos “irreversível”. 

“Esse mercado gira dezenas de bilhões de dólares diariamente. É um ativo que está na internet e não existe a figura do intermediador”, explica. “Isso tem atraído não apenas pessoas físicas, mas também grandes empresas e até organizações públicas. É um caminho sem volta”, completa Fernando.

“Estamos observando o uso institucional, o que sinaliza mudanças e maior aceitação”, diz Carol. “O interessante é a característica de ouro digital. O ouro convencional apresenta algumas dificuldades de uso, como a portabilidade e a identificação. Já no caso do bitcoin, a autenticidade é facilmente verificada’, afirma. 

No entanto, de acordo com as especialistas do Use Cripto, um dos grandes problemas do mercado de bitcoin é o intenso uso de energia. “A rede é a mais conferida do mundo, precisa de codificação e recodificação, o que consome uma grande quantidade de energia elétrica. Aí que está o custo das transações”, aponta Carol. 

Vale destacar que há estudos mostrando que a impressão de dinheiro e o poder computacional dos bancos para manter as transações eletrônicas também consomem grande quantidade de energia.

Proteção contra a desvalorização de moedas tradicionais

“Especialmente neste momento de crise econômica, com os governos injetando dinheiro no mercado e os bancos centrais emitindo mais moedas, o risco de sua desvalorização é muito grande”, destaca Bo Willians. “Só tem um ativo no mundo que resolve isso, o bitcoin. Isso está proporcionando uma transição cultural e econômica muito grande”.

A opinião do analista vai ao encontro da análise de Safiri, que entende que as criptomoedas são fundamentais para proteger o capital da deflação. Segundo ele, o mercado nacional está amadurecendo com a regulamentação. “A ideia é diversificar investimentos: comprar bitcoin ao invés de deixar sua moeda derretendo no bolso”, destacou durante a sua apresentação. Confira mais detalhes de suas avaliações sobre o mercado!

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