No ano marcado pela pandemia de Covid-19, as buscas por termos do universo crypto registraram alta em março de 2020, quando o lockdown começou em diversos lugares. Isso não quer dizer, contudo, que o interesse esfriou nos outros meses. Dados do Google Trends mostram que, em alguns casos, ele se manteve relativamente alto e, dependendo do termo, teve até mais de um pico.

As pesquisas por “blockchain” no Brasil, por exemplo, deram um salto justamente no mês em que começou o lockdown. Segundo o Google Trends, o pico de interesse aconteceu em março, e os números oscilaram ao longo do ano. E o local onde esse interesse teve o maior destaque foi no Distrito Federal.

Curiosamente, quando se analisam as buscas em todo o mundo, o pico aconteceu entre o fim de julho e o começo de agosto. Além disso, houve um segundo pico quase tão forte quanto o primeiro, mas no início de novembro.

Picos de buscas por termos de crypto refletem o cenário do mercado

Assim como o blockchain, outro dos termos do universo crypto com alta nas buscas mundiais em março foi o bitcoin. Mas houve também um pico em maio. Contudo, nenhum dos dois superou as buscas no começo de novembro, quando houve recorde no interesse pela criptomoeda líder nas pesquisas.

As semanas de recorde nas buscas pelo bitcoin coincidiram com outra marca histórica. Na ocasião, a criptomoeda líder superou pela primeira vez os US$ 330 bilhões em capitalização de mercado.

O mesmo movimento se repete quando a análise se limita ao Brasil. Além disso, por aqui, entre as principais consultas relacionadas estavam “bitcoin hoje”, “bitcoin dolar” e “dolar” (o que pode sugerir interesse por acompanhar a cotação da moeda).

Já o interesse no DeFi (finanças descentralizadas) oscilou ao longo do ano nas pesquisas mundiais, mas sempre com grande nível de buscas. Houve forte alta do interesse na semana de 29 de março a 4 de abril, mas o principal pico foi entre 30 de agosto e 5 de setembro. No Brasil, o pico aconteceu na semana de 20 a 26 de setembro.

O interesse em alta ao longo do ano tem justificativa porque 2020 parece ter sido o ano do DeFi. Com plataformas que dispensam intermediários em operações como concessão de crédito, as iniciativas de DeFi viveram um boom. Algumas chegaram até a desbancar altcoins “queridinhas” do mercado. O sucesso foi tanto que congestionou o Ethereum e elevou os preços para operar nesta rede.

Caso tenha algum comentário ou contribuição para o PanoramaCrypto, entre em contato com a nossa Redação.