No mês de setembro, o urânio teve valorização de 33%, de acordo com a plataforma de informações financeiras Trading Economics. No ano, o minério já acumula alta de 42,62% e está sendo comercializado por cerca de US$ 40 a libra. A principal razão disso é o aumento da demanda por energia nuclear, especialmente na China.

Com a alta, o ativo tem chamado a atenção de investidores. Mas a Transfero já havia apontado essa tendência em junho do ano passado, durante o webinar Ativos Alternativos: do Urânio aos Ativos Digitais.

Na ocasião, o CEO da Transfero, Thiago Cesar, falou sobre o BRZ e mostrou como a stablecoin simplifica o acesso dos investidores brasileiros aos ativos internacionais – hoje, não é possível fazer investimentos diretos em urânio na Bolsa de Valores brasileira.

“Os brasileiros têm dificuldade de se expôr a alguns ativos alternativos, até mesmo a moedas fiat estrangeiras, como o dólar canadense, o franco suíço, entre outras. É aí que entra o BRZ, que facilita esse acesso”, explicou, mencionando que a tokenização é uma forma de acessar mercados que antes não estavam disponíveis.

Maior demanda contribui para alta do urânio

No webinar, os participantes apontaram a tendência de alta do urânio, cuja oferta está diminuindo, já que é um metal escasso, e a demanda aumentando.

Hoje, essa tendência está se acentuando especialmente porque a China precisa reduzir suas emissões de carbono, para cumprir os acordos climáticos globais. Assim, o país está recorrendo à energia nuclear como alternativa ao carvão. Já existem 38 usinas nucleares em operação e mais 19 em construção – o que é um indicador de que a demanda continuará aumentando.

Além das usinas chinesas, outra razão da alta do urânio é o fundo Sprott Physical Uranium Trust (UUT), do Canadá, que começou a comprar urânio físico em abril deste ano e tem cotas negociadas na Bolsa de Toronto desde julho.

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