A gestora de investimentos em criptomoedas Polychain Capital está levantando US$ 200 milhões para um segundo fundo destinado a investimentos de risco, segundo o CoinDesk. O valor é quase dez vezes maior do que o do primeiro fundo da empresa, de US$ 25 milhões.

O segundo fundo teria sido aberto no início de 2020 e estaria aceitando investimentos mínimos de US$ 1 milhão por até três anos, segundo o Coindesk. Isso significa que o fundo é voltado para investidores institucionais, um dos mercados que está mais crescendo nos últimos anos.  O fundo investe em startups de blockchain.

O segundo fundo de risco da Polychain Capital foi registrado em dezembro do ano passado, de acordo com documentos da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC). Os fundos devem priorizar investimentos em empresas de blockchain com privacidade, engenharia e flexibilidade aprimoradas.

As redes de blockchain com privacidade, engenharia e flexibilidade aprimoradas serão priorizadas no segundo fundo de risco, aproveitando os investimentos existentes nos projetos de plataforma de nuvem Dfinity e de interoperabilidade de blockchain Cosmos e Polkadot.

Exposição a exchanges e firmas de custódia

No documento registrado na SEC, a Polychain diz que buscou exposição a exchanges e custodiantes. Enquanto isso, novos investimentos no portfólio principal se voltam para entidades financeiras descentralizadas. Entre elas, o projeto MakerDAO, a carteira de negociação de margens dYdX, o banco de blockchain Dharma e o protocolo de empréstimos Compound, entre outros.

A Polychain Capital foi fundada em São Francisco por Olaf Carlson-Wee, o primeiro funcionário e ex-chefe de risco da Coinbase. O CTO da Polychain, Rob Witoff, e os sócios Sam Rosenblum e Aurora Harshner também são provenientes da exchange.

Fundos de hedge ganham espaço no mercado

Os fundos de hedge crypto estão ganhando espaço no mercado. Muitos combinam estratégias de investimentos na compra e venda de criptomoedas, bem como aportes em startups e empresas de blokchain para entregar retorno. E têm sido um instrumento para conectar investidores institucionais ao mercado de criptoativos.