Imagine se o bitcoin tiver uma queda de preço em pleno sábado, mas você não pode comprar porque precisa mandar um DOC ou TED para a exchange, o qual só será compensado no próximo dia útil. Ou, ainda, será preciso emitir um boleto, fazer o pagamento e aguardar a compensação. Com a alta volatilidade da criptomoeda, o risco de perder a oportunidade de compra por um preço interessante é bem alto. 

Atualmente, aguardar o horário de uma instituição bancária tradicional não é mais uma realidade. Na plataforma Transfero Crypto, qualquer usuário cadastrado pode transferir reais no momento mais conveniente, fechando a compra em instantes, graças à criação do PIX, em 2020. Isso faz muita diferença para os investidores, especialmente em momentos de grandes oscilações do mercado cripto. 

Antes do PIX, quem acompanhava o mercado cripto e identificava uma eventual oportunidade de compra, nem sempre podia fazer o investimento de imediato e sem taxas. Além do prazo de compensação bancária, havia a cobrança de tarifas para realizar a transação. 

Vale destacar que a adesão ao novo sistema foi rápida e, hoje, segundo o Banco Central, já existem mais de 408 milhões de chaves cadastradas (dado de fevereiro de 2022). Em janeiro deste ano, a movimentação foi superior a R$ 639 milhões. 

A grande adesão das pessoas ao Pix trouxe, ainda, maior familiaridade com o conceito de dinheiro virtual, criando uma nova relação com as finanças, o que também pode ser uma porta de entrada para o uso de criptoativos. 

 

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