A pandemia de Covid-19 afetou a economia dos países e aumentou a necessidade de diversificar os investimentos. Porque, na tentativa de estimular o consumo, muitos países reduziram suas taxas de juros, deixando a renda fixa menos atraente. Nesse contexto, investir em criptoativos se torna ainda mais interessante. E a economia digital ganha ainda mais impulso nesse cenário de low touch economy.

Em 2020, as criptomoedas passaram por uma prova de fogo. Como Ricardo Da Ros, gerente nacional da Ripio, observou em junho, o bitcoin nasceu após a crise de 2008, então ainda não tinha experimentado uma crise. Mas “passou no teste e é hoje uma boa opção de investimento a médio e longo prazo”.

Investimentos em crypto avançam apesar da pandemia

Diante dos ganhos menores com a renda fixa, especialistas ressaltaram a importância de diversificar o portfólio. Assim, os investimentos nos ativos digitais cresceram este ano apesar da pandemia. Na ocasião, Safiri Felix, diretor executivo da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto), lembrou que as criptomoedas são ativos seguros e, cada vez mais, contam com regulação.

Um exemplo disso é que cresceu o número de clientes nas exchanges brasileiras. Conforme dados divulgados em maio de 2020, Foxbit, Mercado Bitcoin, BitcoinTrade e Binance tiveram altas entre 15% e 30% nos cadastros na comparação de março de 2020 com o mesmo mês de 2019.

Outro ponto que favorece os criptoativos é a low touch economy. É possível caracterizá-la por interações de pouco contato, medidas de saúde e segurança, novos comportamentos e mudanças na indústria.

halving do bitcoin
Terceiro halving do bitcoin marca 2020

Os criptoativos podem, assim, ser uma das tecnologias de adoção acelerada no longo prazo. Conforme as pessoas se acostumam com os pagamentos digitais tradicionais, deve crescer o espaço para a adoção das criptomoedas tanto para pagamentos quanto para investimentos.

O ano de 2020 também foi palco do terceiro halving do bitcoin. Em maio deste ano, conforme definido pelo algoritmo do bitcoin, ocorreu o evento. Ou seja, cortou-se pela metade o preço da recompensa que os mineradores da criptomoeda líder recebem. Esse processo deve ocorrer a cada vez que a rede gera 210 mil blocos, ou, aproximadamente, a cada quatro anos.

Para o mercado, o halving é um importante gatilho de preço. Em 2012, quando o processo ocorreu pela primeira vez, o bitcoin saltou de US$ 10 para próximo dos US$ 1 mil. No halving de 2020, a moeda estava na casa dos US$ 8.500. Dois meses depois, ela acumulava alta de 11% — dentro das expectativas.

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