Para Uno de Oliveira, artista visual com incursões no mercado digital, os NFTs representam uma forma de monetizar a arte. Em parceria com o músico Andre Abujamra (Abu), produziu a obra “Coélhek”, cujo nome é derivado da expressão “Qual é moleque”, que foi vendida a uma colecionadora pelo equivalente a US$ 3,2 mil em ether (ETH).

A venda da ilustração animada e com música produzida por Abujamra, que retrata um jovem morador de favela carioca com um grande coração pulsante, foi feita na plataforma Markesplace, uma espécie de galeria virtual especializada em criptocomércio.

Coélhek faz parte da série série Tropicalfuturism, juntamente com as obras Lampião e Mãedágua, que já estão recebendo lances.

Por que os NFTs estão em alta?

Com o sucesso da venda de Coélhek, a dupla está animada. O projeto UnoAbu (em que o músico faz trilhas para as ilustrações) agora se desdobrou no AboUno (com o artista ilustrando as músicas), e está presente nas plataformas Rarible e Foundation.

O grande interesse pelo formato é a exclusividade das obras, já que cada NFT é único. Ou seja, a mesma peça, em outra mídia ou canal digital, poderia ser ouvida/vista inúmeras vezes, enquanto o NFT garante que apenas o seu proprietário tenha essa possibilidade.

Ou seja, a opção funciona como um certificado de autenticidade e propriedade sobre itens digitais de colecionador. Assim, claro que para conseguir monetizar a obra, o artista precisa ter qualidade e ser conhecido, pois a valorização está atrelada ao seu nome.

Vários artistas já estão trilhando o mesmo caminho e apostando na personalização para ter suas obras valorizadas. No início de março, a banda americana Kings of Leon se tornou a primeira a lançar um disco por NFT. Por um tempo limitado, os fãs puderam comprar uma versão especial de When you see yourself, que inclui um disco de vinil, o acesso ao download das faixas e outros produtos digitais exclusivos, tudo por US$ 50) e 18 tokens, que seriam leiloados e darão direito a um ingresso vitalício para os shows do grupo.

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