Em meados de outubro de 2021, quando esta matéria foi escrita, havia pelo menos 6.606 moedas digitais, de acordo com o CoinMarketCap. Porém, essa quantidade aumenta a cada dia. Algumas delas são tokens de jogos, outras são stablecoins (como o BRZ). Além disso, existem moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) em desenvolvimento em vários países.

O tema tem despertado cada vez mais interesse. A balança comercial brasileira já aponta, por exemplo, que nos últimos meses o país movimentou US$ 4,3 bilhões em criptoativos através do comércio internacional. Além disso, uma pesquisa recente do PayPal mostrou que 93% dos brasileiros estão propensos a aderir a uma moeda digital – no caso, uma moeda oficial, ou uma CBDC.

Mas existem várias diferenças entre as moedas digitais, tokens, stablecoins e CBDCs. Para esclarecer as suas dúvidas, neste artigo vamos explicar o que é uma moeda digital, para que servem e por que é importante conhecer o funcionamento do mercado.

O que é uma moeda digital?

Elas nada mais são do que uma moeda virtual, que podem ser usadas para pagamentos de produtos ou serviços, transferências bancárias ou qualquer outra transação, de forma similar ao dinheiro fiduciário. A diferença, no caso, é que as moedas digitais são descentralizadas, ou seja, não são controladas pelo governo, mas sim pela própria rede de usuários.

Isso não quer dizer que não sejam seguras. Por trás das moedas digitais existe uma blockchain, que valida as transações e assegura a sua veracidade. Além disso, as moedas digitais são lastreadas a outro criptoativo, a uma moeda fiduciária, a commodities ou metais preciosos, por exemplo.

Por serem descentralizadas, as transações são mais baratas (sem incidência de tarifas bancárias muitas vezes elevadas) e ágeis, especialmente quando se trata de uma operação internacional.

Qual a diferença entre uma moeda digital e um token?

Basicamente, enquanto as moedas digitais têm sua própria blockchain, os tokens utilizam blockchains de terceiros, como o Ethereum, por exemplo.

Além disso, na maior parte dos casos as moedas digitais são usadas como substitutas do dinheiro físico. Já o token é uma representação de um bem em formato digital. Eles são ativos digitais, criados para serem utilizados dentro do ecossistema de um projeto existente.

Uma stablecoin é uma moeda digital?

Sim. As stablecoins geralmente são pareadas a moedas fiduciárias, ou seja, aquelas de uso forçado no país. O BRZ, por exemplo, é pareado ao real e já é a principal stablecoin não pareada ao dólar do mundo. Sua principal vantagem é proteger o capital do usuário de desvalorização, além de permitir a autocustódia.

CBDCs são moedas digitais?

Sim. De olho na segurança da blockchain e na possibilidade de rastrear as transações, bancos centrais de todo o mundo já discutem a criação do dinheiro virtual. No entanto, a diferença das CBDCs para as versões crypto é o fato de as primeiras serem reguladas e emitidas por uma autoridade monetária, enquanto as segundas são descentralizadas. No Brasil, o real digital já está em análise pelo Banco Central.

Para que servem as moedas digitais?

Além de facilitar transações e reduzir custos, essas moedas são usadas também como estratégia de investimento, preservando o patrimônio de seu proprietário de oscilações. Um exemplo disso é o bitcoin, que tem se mostrado o melhor investimento diante do aumento da inflação no Brasil.

Outros possíveis usos de moedas digitais são a validação de uma transação em rede, a alimentação de aplicativos, contratos inteligentes e transações de tokens.

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