Depois de atingir fortemente plataformas de empréstimos cripto, a desvalorização do bitcoin pode impactar a atividade de mineração. No total, mineradoras devem US$ 4 bilhões em empréstimos.

A queda no preço do bitcoin pode ser desafiador para os mineradores. Embora a maioria dos empréstimos estejam em dia, o mercado de mineração pode enfrentar dificuldades para manter esses pagamentos.

A empresa Core Scientific Inc., por exemplo, vendeu 2 mil bitcoins há dois meses para manter o negócio. A dificuldade em equilibrar o fluxo de caixa também atingiu a Bitfarms Ltd.

Recentemente, a empresa vendeu bitcoins para quitar um empréstimo de US$ 100 milhões. De acordo com analistas, a venda de criptoativos por empresas de mineração tende a afetar o preço do bitcoin.

Antes da desvalorização do criptoativo, empresas de mineração tinham até 90% de margem de lucro com a atividade. O cofundador da mineradora Luxor Technologies, Ethan Vera, disse que essas empresas possuem empréstimos de US$ 4 bilhões no mercado.

Além de criptoativos, empresas de mineração utilizam equipamento como forma de garantia para empréstimos. Porém, com a queda do bitcoin, até plataformas poderão ser usadas como garantia.

Atualmente, o custo efetivo de mineração de um bitcoin é de cerca de US$ 8 mil. Esse custo pode variar de acordo com o equipamento utilizado e o valor da energia elétrica.

O CEO da Securitize Capital, Wilfred Daye, afirma que esse custo pode ser elevado para US$ 20 mil. Nesse caso, ele cita que o aumento pode acontecer devido a empréstimos contraídos por empresas de mineração, além do gasto com equipamentos novos nos últimos meses.

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