A tecnologia segue se mostrando uma aliada na busca pela cura ou vacina contra o coronavírus. Dessa vez, a iniciativa vem por parte da CoreWeave, a maior mineradora da blockchain Ethereum nos Estados Unidos, que está redirecionando o poder de processamento de 6 mil GPUs para pesquisas em busca de um tratamento para o coronavírus.  

Desenvolvida em parceria com o projeto Folding@home, da Universidade de Stanford, a pesquisa espera encontrar uma abordagem diferenciada para o desenvolvimento de medicamentos para o coronavírus. A proposta é conectar milhares de computadores de todo o mundo para formar um supercomputador, que será utilizado para os estudos sobre a doença.

O cofundador e diretor de Tecnologia da CoreWeave, Brian Venturo, conta que, quando a ideia surgiu, a equipe não pensou duas vezes em iniciar o projeto e se mostrou muito entusiasmada em poder ajudar. Segundo ele, em poucos minutos foi desenvolvido um sistema de testes.

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Como mineradora pode ajudar na cura do coronavírus?

Desde então, o projeto foi crescendo e tomou corpo rapidamente. Assim, atualmente o CoreWeave contribui com mais da metade da capacidade de computação geral da área de coronavírus do Folding@home.

O Folding@home é uma espécie de laboratório da Universidade de Stanford, que utiliza os recursos ociosos de computadores pessoais em todo o mundo para realizar pesquisas sobre doenças. O projeto é descentralizado da mesma forma que o bitcoin.

Por isso, ao invés de uma empresa de pesquisa sozinha usar um computador enorme para fazer pesquisas, o Folding@home usa o poder de computação de qualquer pessoa que queira participar de todo o mundo – mesmo que seja apenas um laptop com pouco poder de computação não utilizado. 

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Apesar do trabalho de muitos órgãos de pesquisa em todo mundo, ainda não há cura ou vacina para o coronavírus. No entanto, Venturo se mostra otimista diante dos resultados positivos já alcançados pelo Folding@home em relação a outras doenças.

“A pesquisa realizada por eles já teve impactos profundos na linha de frente para o desenvolvimento de medicamentos na defesa contra o HIV. Desse modo, esperamos que nosso poder computacional ajude na luta contra o coronavírus”, disse Venturo ao CoinDesk