O mês de outubro trouxe de volta o otimismo ao mercado – tanto que o termo “uptober” rapidamente viralizou. De acordo com dados do CoinMarketCap, o bitcoin teve uma valorização mensal acumulada de quase 40%, renovando sua máxima histórica com cotação acima de US$ 66 mil. Nos primeiros dias de novembro esse recorde foi batido mais uma vez, com o BTC atingindo US$ 68 mil

Junto com esse movimento de alta, outros criptoativos também se destacaram. A Solana, por exemplo, que já vinha se valorizando nos últimos meses, renovou sua máxima histórica em 5 de novembro, com seu token (SOL) cotado a US$ 250. Com isso, ultrapassou Cardano (ADA) no ranking dos principais criptoativos, segundo o CoinMarketCap. 

No momento em que esta matéria foi escrita, em 9 de novembro, Solana acumulava alta de 58,23% nos trinta dias anteriores.

Já a Binance Coin (BNB) teve alta de 53,39% no mesmo período. Em 5 de novembro, a moeda ultrapassou, pela primeira vez em seis meses, a cotação de US$ 600. A última vez em que ela havia superado tal marca foi em maio, quando chegou a US$ 690. Uma das razões do sucesso é o aumento de atividade da a Binance Smart Chain (BSC), que no início de novembro superou, pela primeira vez, a marca de 2 milhões de endereços ativos, segundo o BscScan. Antes disso, em outubro, a Binance criou um novo fundo de aceleração, no valor de US$ 1 bilhão, para promover o uso de sua blockchain, conforme artigo publicado pela Exame

Solana

O projeto Solana, lançado em 2020 pela Fundação Solana, usa a tecnologia da blockchain para criar soluções em finanças descentralizadas (DeFi). Sua principal inovação é a combinação de mecanismos de consenso de prova de história (PoH) e prova de aposta (PoS). Isso proporciona maior velocidade do que o Ethereum, além de taxas mais baixas para os usuários.

Sua valorização vem sendo motivada pelo aumento do interesse institucional e também devido ao boom de tokens não fungíveis (NFT) e do DeFi, além de ter uma sólida comunidade por trás. 

No momento em que esta matéria foi escrita, Solana estava cotada em US$ 242,49, ocupando a 5ª posição entre os principais criptoativos. 

Binance Coin

A moeda BNB, em 9 de novembro, estava cotada em US$ 638,79, no 3º lugar no ranking. Ela foi criada pela Binance, a maior corretora crypto do mundo em volume de negócios, que tem em seu ecossitema os projetos Binance Chain, Binance Smart Chain, Binance Academy, Trust Wallet e Research. Seu grande diferencial é a vocação para o desenvolvimento de novas soluções. 

Quais as melhores criptomoedas para investir?

Não existe uma resposta correta para essa pergunta. As melhores criptomoedas para investir são aquelas que representam um projeto que vai solucionar algum problema associado ao mercado de criptomoedas.

Nesse contexto, as novas blockchains, como a Solana, e exchanges descentralizadas, como a Serum, têm se proposto para fornecer soluções inovadoras, seja para melhorar a segurança, velocidade e escalabilidade das blockchains, seja para fornecer serviços financeiros totalmente descentralizados.

Qual a melhor corretora de criptomoedas?

O mercado de corretoras de criptomoedas está cada vez mais competitivo. Existem diversas plataformas para compra e venda de criptomoedas. Como não são reguladas, o usuário deve buscar as plataformas mais confiáveis e com maior liquidez. No Brasil, as maiores exchanges são a Foxbit, Mercado Bitcoin, Binance e NovaDax.

No entanto, existem outras plataformas no exterior que oferecem uma gama muito mais ampla de serviços financeiros, como a FTX, que aceita depósitos diretamente em reais e a Bittrex, que tem o BRZ listado.

Como investir em criptomoedas

Existem algumas formas de investir em criptomoedas e elas mudam de acordo com o grau de complexidade. Veja algumas alternativas:

  • Comprar cotas de fundos de criptomoedas
  • Comprar diretamente em uma exchange
  • Por meio da mineração.

Como armazenar criptomoedas

As duas principais maneiras para guardar seus criptoativos são por meio de uma wallet, que pode ser quente (ligada à internet) ou fria (não conectada à rede), ou mantendo os ativos na própria exchange. Neste último caso, contudo, o investidor não tem acesso à sua chave privada, ficando em risco caso a exchange dê algum problema.

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