O aplicativo Maps.me pode até parecer o Google Maps, mas ele oferece alguns adicionais. Além da possibilidade de acessar essas informações off-line, o aplicativo oferece produtos e serviços financeiros a seus usuários. Ou seja, o mesmo app que te ajuda a chegar ao restaurante da moda permite guardar ativos, trocar moedas, transferir fundos e até fazer pagamentos digitais.

Recentemente, o Maps.me — que já tem 140 milhões de usuários — obteve US$ 50 milhões em um investimento da Alameda Research e da Genesis Capital. De acordo com o Coindesk, o plano da empresa é usar os recursos para lançar uma carteira digital no app capaz de guardar diferentes tipos de moedas. Além disso, o Maps.me quer levar o DeFi (finanças descentralizadas) para dentro de sua plataforma, incluindo ferramentas de investimento.

“Ao incorporar e democratizar o acesso a finanças com rendimentos a milhões de usuários por meio de um app do dia a dia, o Maps.me tem o potencial de realmente alavancar a adoção em massa do DeFi”, disse o CEO da Alameda Research, Sam Bankman-Fried, segundo o site.

Maps.me quer aliar moedas digitais, rendimento e reservas de viagens

Assim, com instrumentos financeiros dentro do app, a empresa espera eliminar intermediários e bancos do processo de financiar uma viagem. Ao mesmo tempo, os usuários que guardarem seus recursos no app terão yield de até 8% ao ano.

moedas digitais
Ter moedas digitais dentro do app facilitaria os pagamentos em outros países, durante viagens internacionais, por exemplo. Além disso, o recurso permite enviar e receber recursos sem custos ocultos.

A carteira digital ainda vai servir como auxílio em outro recurso que já existe no Maps.me: a reserva de hospedagens. A ideia é que os usuários façam reservas usando a carteira e com taxas próximas a zero.

Oferta de descentralizada tokens acontece em fevereiro

E o próximo passo é fazer um IDO, uma espécie de oferta inicial de moedas (ICO), porém feita de maneira descentralizada. No dia 1º de fevereiro, os tokens do Maps.me serão listados na Bonfida, na FTX e na Bitmax. O preço inicial será de US$ 0,10.

A Bonfida, porém, alerta que quem tiver interesse nos tokens precisa estar atento ao horário. Às 21h45 (horário de Cingapura; ou 10h45 no horário de Brasília) o investidor já precisa dar seu lance. É possível dar lances até as 22h (no fuso de Cingapura); e às 22h01 os maiores lances vão levar os tokens.

No dia 26, ocorreram IEOs do Maps. Ou seja, houve ofertas iniciais de moedas, em exchanges centralizadas. Segundo a FTX, uma das exchanges onde houve o IEO, em cerca de 30 segundos o número de lances já superara o total de tíquetes disponíveis. “Ao todo, foram submetidos 13 vezes mais lances máximos do que o número possível de tíquetes vencedores”, escreveu a plataforma no Twitter.

O MAPS, token do app, é uma das novidades que estão chegando ao Serum, a exchange descentralizada que roda na blockchain Solana. A Solana surgiu como uma importante alternativa ao Ethereum, que tem apresentado lentidão e alto custo nas operações.

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