Um estudo divulgado na primeira quinzena de junho pela consultoria Capgemini mostrou que a maior parte dos indivíduos com maior patrimônio líquido investe em criptomoedas e ativos digitais – nada menos que 71% deles. No entanto, apesar deste elevado percentual, em média os investidores alocam apenas 14% de seu capital em cripto. O restante é aplicado em commodities, moedas tradicionais, private equity e fundos de hedge.

Para elaborar o Relatório de Riqueza Mundial de 2022, a Capgemini entrevistou 2.973 investidores que se enquadram nessa definição, sendo que 54% deles se enquadram dentro de uma faixa de riqueza que varia de US$ 1 milhão a US$ 30 milhões e 46% com patrimônio acima de US$ 30 milhões. Os indivíduos mais jovens (com menos de 40 anos) são os que mais se interessam por criptoativos, sendo que 9 em cada 10 investe no setor.

Gestoras de patrimônio perderão mercado se não avançarem em cripto

O levantamento mostrou, também, que empresas de gestão de patrimônio estão começando a se interessar pelo mercado de criptoativos, com projetos de lançamento de produtos de investimento direcionado ao seu público-alvo, e que isso traz uma demanda maior por educação

“As gestoras de grandes fortunas devem priorizar ações educativas sobre essa tendência para conseguirem reter os seus clientes”, disse Nilesh Vaidya, chefe de gestão de patrimônio de varejo da Capgemini. 

Divulgada um pouco antes do relatório da Capgemini, uma pesquisa da Accenture, que considerou apenas os investidores do mercado asiático, também mostrou que as gestoras de patrimônio precisam avançar na área de criptoativos. 

O estudo apontou que 67% destas empresas não têm planos de oferecer produtos ou serviços relacionados a ativos digitais. Na avaliação da consultoria, isso leva os investidores a buscar oportunidades e conhecimento em outros canais. 

Assim, segundo a Accenture, se as empresas de gestão de patrimônio não avançarem no mercado de ativos digitais, correm o risco de serem deixadas para trás. 

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