O banco americano JPMorgan emitiu nota dizendo que investidores institucionais podem aumentar a demanda pelo bitcoin. Investidores institucionais são, por exemplo, fundos de pensão, family offices, grandes empresas e corretoras.

Uma recente operação do Massachusetts Mutual Life Insurance motivou o comunicado. Conhecida como MassMutual, a empresa de seguros oferece também planos de previdência e de investimentos. Ela comprou US$ 100 milhões em bitcoins, sinalizando o avanço do bitcoin entre os investidores institucionais, diz a nota, conforme a Bloomberg.

“As compras do MassMutual representam outro marco na adoção de bitcoin por investidores institucionais”, avaliaram analistas do JPMorgan. “Uma pessoa pode ver a demanda potencial que pode se elevar nos próximos anos conforme outras empresas de seguros e fundos de pensão sigam o exemplo do MassMutual”.

Investidores institucionais enfrentam regulações que podem limitar compra de bitcoin

A criptomoeda líder vive um momento bastante positivo. No dia 16 de dezembro, renovou seu recorde de preço, alcançando os US$ 20.500. O preço é um dos fatores que fazem com que também a mineração da criptomoeda fique mais cara e, portanto, mais lucrativa para os mineradores.

Segundo as contas dos analistas do JPMorgan, se os fundos de pensão e empresas de seguro dos EUA, da zona do euro, do Reino Unido e do Japão investirem 1% de seus ativos em bitcoin, a demanda adicional pela moeda digital seria de US$ 600 bilhões. Para se ter uma ideia do impacto isso, a capitalização de mercado do bitcoin, no dia em que esta matéria foi escrita, passava dos US$ 421 bilhões.

Esse potencial, contudo, dificilmente vai se realizar em sua totalidade. Isso porque essas empresas estão sujeitas a questões regulatórias que limitam os riscos a que podem se expor. Portanto, explica a nota do banco, isso deve limitar o quanto podem comprar de bitcoin.

A MassMutual, contudo, não é a única. O gigante global de investimentos Guggenheim Partners informou que quer uma exposição de US$ 500 milhões ao bitcoin por meio do Grayscale Bitcoin Trust (GBTC).

Vale lembrar que outras grandes empresas já estão mexendo com o universo do bitcoin, mas de forma um pouco diferente. O PayPal, por exemplo, passou a permitir operações com bitcoin em sua plataforma. Com isso, ele agora responde por quase 70% das compras de novos bitcoins. Já o serviço de pagamentos CashApp fica com cerca de 40%.

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