Investimentos em criptomoedas vêm se destacando mesmo no cenário de desaceleração econômica decorrente da pandemia da Covid-19. O bitcoin vem se valorizando nos últimos meses, se apresentando como uma possibilidade promissora, especialmente para quem busca diversificar seu portfólio.

De acordo com Ricardo Da Ros, gerente nacional da Ripio, ocorreu uma procura intensa por bitcoins em março e abril, meses mais críticos da crise no Brasil. “O volume negociado foi de três a quatro vezes maior que o de janeiro e fevereiro”, afirmou nesta terça-feira, durante live no segundo dia da MoneyWeek. “As pessoas quiseram se proteger, saindo dos ativos tradicionais”, explicou.

Para Da Ros, as criptomoedas passaram por uma prova de fogo durante a pandemia. “O bitcoin surge depois da crise de 2008, mas ainda não tinha atravessado uma crise”, lembrou. “A moeda passou no teste e é hoje uma boa opção de investimento a médio e longo prazo”, avaliou.

+Leia também:
– Pandemia pode gerar inflação no longo prazo
– Pandemia pode favorecer criptomoedas no médio prazo
– O bitcoin pode estar vivendo um ponto de inflexão?

Investimentos em criptomoedas são opção segura e transparente

Safiri Felix, diretor executivo da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto), apesar de serem ainda pouco conhecidas, as  criptomoedas são uma opção segura – todas as transações são rastreáveis e contam com nível de transparência muitas vezes maior do que do sistema financeiro tradicional – e que, cada vez mais, contarão com regulação.

“O mercado não é regulado ainda, mas é regulamentado”, observou. “A Receita Federal tem total controle sobre as movimentações”, destacou, lembrando que há projetos de lei em tramitação para regulação do bitcoin e que consideram o uso das criptomoedas como reserva de valor, meio de pagamento e commodity digital.

educacao financeira
Crise acelera percepção da importância da educação financeira

A crise causada pela pandemia da Covid-19 e a percepção da importância das reservas de emergência aceleraram a percepção de importância da educação financeira. “É possível que agora haja um boom de busca por informações”, afirmou professor de finanças independente, Edgar Abreu.

Para Abreu, o público investidor precisa ter conhecimento um mínimo para conseguir julgar se as promessas de ganhos são informações críveis.

Professor especializado em certificações financeiras Lucas Silva lembrou que outras crises devem se suceder em decorrência da pandemia de Covid-19.

“Ficou comprovado que ter um respaldo para superar momentos de turbulência é urgente”, afirmou, acrescentando que tem crescido a demanda por educação financeira por parte de quem já tem alguma experiencia no mundo dos investimentos.

“A procura por certificação hoje é crescente e parte não apenas de profissionais do mercado, mas de outras áreas também”, disse.