A Invert, uma startup de tecnologia criada por Andres Bilbao, co-fundador da Rappi, tem por objetivo atrair investimentos para a preservação da Amazônia e de outros recursos florestais. Por meio da tecnologia blockchain, sistemas de monitoramento robustos e de parcerias com comunidades, a empresa planeja fomentar um novo pensamento acerca da  conservação da biodiversidade, baseado na crypto economia.

Sua primeira iniciativa foi a New Eden, uma coleção de arte NFT que reúne vinte artistas em torno do objetivo comum de captar fundos para conservação de 26 mil hectares da floresta amazônica. Porém, o projeto mais ambicioso da empresa é o desenvolvimento do primeiro metaverso play-to-earn ligado a florestas reais. Por meio dele, os jogadores poderão interagir entre si virtualmente, gerar renda, ter contato com medidas de conservação, criar novos espaços digitais e muito mais. O whitepaper para o metaverso será lançado ainda no quarto quadrimestre de 2021.

Preservação das florestas com NFTs

A ideia é que os ativos digitais, como NFTs e outros tokens da Invert, possibilitem que pessoas no mundo todo se engajem e sejam recompensadas por contribuir com a conservação dos ecossistemas.

De acordo com release divulgado pela empresa à imprensa, trata-se de uma abordagem escalável para a conservação, na qual a Invert compra terras, aplica esforços multilaterais para sua conservação e comercializa ativos digitais para desbloquear o valor dos serviços relacionados ao ecossistema.

Bioeconomia precisa de inovação e criatividade

O potencial desse mercado é muito grande. Enquanto o desmatamento causa enormes perdas econômicas diretas, a chamada floresta em pé tem o potencial de gerar ganhos financeiros, sociais e ambientais em uma nova lógica econômica: a da bioeconomia.

No entanto, os produtos financeiros que refletem o valor da floresta ainda não atingiram a escala necessária, o que faz com que os benefícios ambientais ainda não sejam levados em conta. Por isso, conforme a Invert, o mundo precisa de novas tecnologias que permitam esse alcance, por meio da inovação e da criatividade.

Mas, como os NFTs podem contribuir para essa causa? A resposta é simples: parte do investimento será revertido em benefício das florestas. Na primeira venda dos NFTs, 50% do valor arrecadado será destinado à Invert e aplicado em projetos de conservação e aquisição de novas terras, enquanto os outros 50% vão remunerar os artistas. Nas revendas seguintes, 5% da receita vai para os artistas e 5% retorna à Invert.

“Com o montante arrecadado, buscamos conduzir iniciativas de manejo sustentável nas áreas, apoio ao trabalho com comunidades locais, pagamento por serviços ambientais e projetos de armazenamento de carbono. Queremos alcançar uma proteção efetiva das áreas, com fomento à bioeconomia regional e bem-estar das comunidades locais. Por isso, acreditamos que engajar as comunidades locais desde o início de um projeto é crucial para o sucesso do empreendimento”, diz o comunicado da empresa. O objetivo é promover a conservação das florestas de forma descentralizada, não dependendo do setor público e da filantropia.

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