O interesse do mundo pelo halving do bitcoin voltou a crescer no primeiro trimestre de 2019 e atingiu, em fevereiro de 2020, seu pico máximo nos últimos quatro anos, de acordo com a ferramenta Google Trends, que mede as pesquisas pelo termo no Google. O aumento do interesse culmina com a proximidade do evento que vai cortar pela metade a recompensa dos mineradores na rede do bitcoin, previsto para o início de maio, mas também pode indicar uma procura maior por proteção de patrimônio dadas as medidas tomadas por bancos centrais para estimular as economias nacionais após a pandemia de novo coronavírus (Covid-19). Esse é o tema da nossa quinta matéria especial sobre o halving do bitcoin.

Neste ano, as pesquisas pelo termo atingiram seu ápice na semana entre 9 e 15 de fevereiro, a pouco menos de três meses do evento. O pico máximo de procura pelo assunto no Google ocorreu em julho de 2016, quando ocorreu o segundo halving do bitcoin.

Os números representam o interesse de pesquisa pelo halving do bitcoin relativo ao ponto mais alto no gráfico de uma determinada região em um dado período. Um valor de 100 representa o pico de popularidade de um termo. Um valor de 50 significa que o termo teve metade da popularidade. Uma pontuação zero significa que não havia dados suficientes sobre o termo.

O aumento da procura está diretamente relacionado ao gatilho de valorização de preço do bitcoin que o halving pode provocar. Nas duas vezes anteriores, a criptomoeda subiu antes e até 18 meses após os eventos.

Halving do bitcoin mais popular nos Países Baixos

Considerando apenas os 90 dias anteriores ao fechamento desta matéria, a procura pelo termo foi maior, em ordem de popularidade, nos Países Baixos, Áustria, Suíça, Singapura e Eslovênia. O desempenho nesses países pode ser o início de um movimento de proteção do patrimônio, desconfiança nas medidas tomadas por bancos centrais e suas capacidades em resolver problemas econômicos, avalia o CEO da Transfero Swiss, Thiago Cesar.

Quanto às Américas, ainda estamos bem atrás em termos de interesse em relação ao restante do mundo. O Brasil ocupa apenas a 50ª posição em termos de popularidade pela procura pelo termo. E os Estados Unidos, a 22ª posição.

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