Guedes: Bancos centrais estão correndo para incorporar a blockchain

Guedes: Bancos centrais estão correndo para incorporar a blockchain

Em painel do qual participou em Davos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, previu que cinco ou seis moedas serão dominantes em 20 anos

Guedes: Bancos centrais estão correndo para incorporar a blockchain

Por Redação

Em 20 anos, devem haver de cinco ou seis moedas dominantes no mundo, previu o ministro da Economia, Paulo Guedes, em painel que participou no Fórum Econômico Mundial nesta quinta-feira (23/01). E citou o esforço que os bancos centrais estão fazendo para incorporar tecnologias como a blockchain em suas moedas nacionais para que mantenham o papel de emissor público de dinheiro.

Existem diversos componentes nessa equação. “Você tem diversas pressões. Tem a pressão geopolítica, com a China e a Europa recusando a dominância do dólar em suas áreas de influência. Tem a questão econômica em si, afinal estas regiões terão que fazer comércio entre si – nesse sentindo o renminbi deve surgir como uma moeda tão forte quanto o euro – e tem a pressão tecnológica com moedas supranacionais como a libra”.

Ele destacou que esse jogo se trata de confiança. “As pessoas usam a moeda nas quais elas confiam. Os bancos centrais estão assustados com uma moeda como a libra, por isso eles começam a avaliar a blockchain. Com a blockchain e a confiança que eles podem prover, os cinco ou seis blocos vão poder manter o papel de emissor do dinheiro”, complementou.

As cinco ou seis moedas dominantes serão usadas regionalmente. Por exemplo, o euro na região de influência da Europa e o renmimbi na Ásia. O dólar deve ficar restrito a outras áreas de maior influência dos Estados Unidos, como a América Latina. 

O ministro mencionou ainda o economista Friedrich Hayek, considerado um dos maiores representantes da Escola Austríaca de pensamento econômico, que sonhava como uma moeda supranacional. “Até pouco tempo você tinha o  padrão ouro, mas que não era funcional. Hoje os jovens, com essas novas tecnologias, estão tornando isso possível”, afirmou.