Processos fortes de governança, como o due diligence, mais do que o halving do bitcoin, serão os principais catalisadores do investimento institucional em criptomoedas, na avaliação do ex-sócio e CIO do Goldman Sachs & Spartan Capital Kevin Koh.

Na avaliação do executivo durante o seu podcast Blockcrunch, o halving do bitcoin ainda não estaria despertando o interesse do investidor institucional. O evento que vai cortar pela metade a recompensa dos mineradores e reduzir a produção de bitcoins é visto como um grande gatilho de preço. No entanto, por ora, só investidores de varejo estariam comprando essa tese de forma mais consistente.

Esse tema do investimento institucional é especialmente importante para o mercado de bitcoin. A entrada de instituições como grandes gestores de fundos, family offices, endowment funds, entre outros, no mercado de criptoativos, pode levar às criptomoedas ao mainstream e favorecer o desenvolvimento do mercado.

Investimento institucional se aproxima

A falta de interesse pelo halving não significa que o investidor institucional não esteja considerando os criptoativos. Pelo contrário, no início da crise do coronavírus, muitos que já estavam posicionados em crypto tiveram que fechar suas posições para cobrir chamadas de margem em investimentos tradicionais. Ou seja, eles já estão lá.

O próprio executivo endossa essa visão. “Isso ( o halving não despertar o interesse de instituições) não quer dizer que você não encontraria um CIO que pesquisasse a classe de ativos de perto e que tivesse uma visão sólida e desejasse implantar. Mas eu diria que para o investidor institucional médio, provavelmente não é isso que está motivando a decisão deles de investir em crypto”, avalia.

Dados confirmam a opinião do executivo. Pesquisa recente da Bitwise com 415 gestores que representam um portfólio de US$ 24 trilhões em ativos mostrou que 6% deles investem criptomoedas. Os outros 94% ainda estão em dúvidas sobre em crypto em 2020, e aproximadamente 55% deles definitivamente não investirão.