Apesar da volatilidade que o bitcoin vem enfrentando desde meados de abril, no primeiro semestre deste ano a moeda líder do mercado teve valorização de 21% frente ao dólar. O bom desempenho tem atraído cada vez mais gestores de hedge funds para o bitcoin. Eles acreditam que a criptomoeda é uma estratégia segura para preservar o patrimônio da inflação.

Um exemplo disso aconteceu no ano passado, quando o bilionário de Wall Street, Bill Miller, afirmou, segundo a Forbes, que recomenda fortemente o bitcoin como estratégia para escapar da desvalorização de outros ativos, incluindo o ouro e o dólar. Logo em seguida, de acordo com a publicação, o investidor americano Stanley Druckenmiller também afirmou considerar a moeda uma alternativa para reserva de valor. Para eles, o bitcoin é um “hedge emergente contra a inflação”.

Eles não são os gestores de hedge funds que estão de olho no bitcoin. De acordo com o jornal Valor Econômico, os fundos de hedge, cujo objetivo é proteger os investidores de determinadas oscilações no mercado, planejam aumentar significativamente sua exposição em criptomoedas até 2026. Veja quem mais também acredita que o bitcoin é uma oportunidade nesse sentido.

Paul Tudor Jones

O bilionário gestor de fundos de hedge, que comparou o bitcoin com o ouro (considerando sua valorização na década de 70), disse que seu Fundo Global BVI, com ativos no valor de US$ 22 bilhões, pode ter exposição em bitcoin no futuro.

Paul Tudor Jones II fundou a Tudor Investment Corporation, que agora administra cerca de US$ 9 bilhões em ativos. No ano passado ele alocou 3% de seu portfólio em bitcoin e, recentemente, declarou que deseja ter 5% na criptomoeda.

Alan Howard

O bilionário britânico cofundador da Brevan Howard e gestor de fundos de hedge também fez grandes investimentos em criptomoedas. Em fevereiro de 2013, a Forbes o listou como um dos 40 gestores de fundos de hedge com maior lucro. Em 2014, ele foi classificado em 53º na lista britânica Sunday Times Rich. Em 2019, seu patrimônio líquido era de US$ 1,6 bilhão.

Ray Dalio

O também gestor de fundos de hedge Ray Dalio declarou, recentemente, que o bitcoin pode ser uma reserva de valor. Fundador da Bridgewater Associates, ele demonstra preocupação com a desvalorização do dólar, o que faz com que os criptoativos sejam ainda mais interessantes.


Administrando o maior fundo de hedge do mundo, Dalio tem US$ 101,9 bilhões de ativos sob sua gestão. “Prefiro bitcoin a um título”, disse ele ao Coindesk.

David Miller

O diretor executivo da Quilter Cheviot Investment Management considera que os fundos de hedge estão “cientes não apenas dos riscos, mas também do potencial de longo prazo do bitcoin e de outras criptomoedas”, segundo o Financial Times.

A empresa britânica de fundos de hedge Marshall Wace também planeja investimentos no mercado de ativos digitais, já que o crescente interesse em criptomoedas e tecnologias relacionadas atrai grandes gestores de ativos.

O grupo, que administra US$ 55 bilhões, terá como alvo os investimentos em áreas como tecnologia de blockchain, sistemas de pagamento para moedas digitais e stablecoins.

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