Uma pesquisa realizada pela Fisher constatou que o mobile já é o principal canal de acesso às contas bancárias por pessoas físicas em todas as faixas etárias. Entre os mais jovens, 9 em cada 10 responderam ter o celular como principal canal de acesso à conta. Assim, as fintechs já representam um share interessante do mercado de contas digitais.

A pesquisa também constatou que 48% dos que responderam afirmaram possuir conta em pelo menos uma fintech e 17% usam essa como sua conta principal. Vale ressaltar que cinco anos atrás esse percentual era praticamente zero. Em relação à satisfação do cliente, a diferença entre as contas em fintechs e bancos foi gritante.

No método NPS – sigla para Net Promoter Score, métrica utilizada para satisfação de clientes com produtos de tecnologia –  a nota foi bem maior  para fintechs do que para os bancos. A discrepância é mais gritante entre os mais jovens e bem equiparada entre os mais velhos. Os resultados constatam que a utilização de contas digitais para fins financeiros é uma tendência que veio para ficar.


Expansão das contas digitais favorece mercado crypto

Esse cenário cada vez mais mobile e digital pode favorecer a adoção de criptomoedas em médio prazo, já que esses ativos já nasceram nesse ambiente totalmente digital e vêm ganhando cada vez mais adeptos. Um dos pontos apresentados pelo trabalho é que a disposição para procurar novas oportunidades é alta.

Das pessoas que participaram da pesquisa, 43% afirmaram estarem dispostos a mudar sua conta, enquanto apenas 24% não mudariam. Essa disposição é ainda maior na faixas etárias mais baixas. Para 64% dos participantes, o mais importante em uma conta é a possibilidade de fazer tudo online.

Outro item importante para 44% dos entrevistados é a facilidade para executar operações e transações. O mesmo percentual de participantes apontou a confiabilidade e a segurança como um dos fatores mais importantes em uma conta. Os pontos menos relevantes são o bom atendimento telefônico e agência próxima. O estudo entrevistou 1.343 pessoas de todo o Brasil, de todas as faixas etárias.

Um outro estudo de uma das maiores corretoras dos Estados Unidos revela que nascidos entre 1981 e 1996, os chamados millennials, preferem criptoativos a investimentos tradicionais como Microsoft e Netflix. Esses dois cenários se comunicam no que se refere à adoção dos ativos digitais em larga escala em um futuro próximo.