A concentração da atividade de mineração de criptoativos sofreu uma grande transformação com a restrição imposta pela China recentemente. Agora os Estados Unidos são o país que mais minera bitcoin no mundo.

De acordo com dados do índice Cambridge Bitcoin Electricity Consumption Index (CBECI), até agosto de 2021 os Estados Unidos representaram 35,4% de toda a atividade de mineração de bitcoin no mercado.

Em apenas oito meses, a concentração de fazendas de mineração nos Estados Unidos cresceu cerca de 150%. Antes de assumir a liderança do ranking, até janeiro de 2021, os EUA concentravam apenas 13,37% da atividade.

Nesse mesmo período, a China ainda era líder no ranking, sendo responsável por mais da metade de toda a mineração de bitcoin no mundo, quase 52%. Gradativamente, a atividade foi deixando a China para trás em 2021, sendo transferida para outros países, como Estados Unidos e Cazaquistão.

Ainda em 2019, a China acumulou mais de 75% de toda a mineração mundial. Logo após o anúncio da restrição total em relação aos criptoativos, desde a mineração até transações com moedas digitais, o país deixou de ser um polo de mineração de bitcoin.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos cresceram 150% e assumiram a liderança do ranking de países que mais concentram a atividade de mineração de bitcoin no mundo.

Além dos EUA, o Cazaquistão aparece em segundo lugar na lista de países que mais mineram bitcoin no mercado. Responsável por 18% de toda a mineração do criptoativo, o Cazaquistão ultrapassou a Federação Russa recentemente. O país foi responsável por minerar 11% de todos os bitcoin emitidos em agosto de 2021.

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