No horizonte do mercado de jogos, os e-sports são vistos como uma área de grande crescimento. “Uma das maiores (simulações de jogos) e pelos próximos cinco anos, serão os e-sports. Nós, as empresas, precisamos ficar de olho nisso”, disse Fernando Garita, head de Desenvolvimento de Negócios para a América Latina da Betcris. Garita participou de um painel do SiGMA Americas. O evento trata do universo iGaming, que inclui vários tipos de jogos, como poker e apostas em esportes, por exemplo.

E-sports, ou esportes eletrônicos, são os nomes dados a games em que os jogadores agem como atletas profissionais, competindo seriamente entre si. Há torneios e até transmissão de disputas pela internet ou televisão.

Os e-sports fazem sucesso entre os millennials, mas também entre o grupo que Garita chamou de “pandemials”. “Depois da pandemia, teremos um comportamento diferente dos clientes”, concluiu, lembrando que será preciso se adequar às mudanças.

Para ele, como muitas ligas esportivas pararam por causa da pandemia de Covid-19, quem apostava em esportes migrou para as opções on-line.

E-sports na pandemia: jogos esportivos não foram afetados

Em outro painel, Pedro Angelo de Sousa, consultor de marketing e monetização da Jam Jar lembrou que os e-sports puderam manter suas atividades durante a pandemia. Isso porque, apesar de serem feitos eventos presenciais, os e-sportes não dependem deles.


No mesmo painel, reforçou-se a ideia da pandemia de Covid-19 como um acelerador da migração para os jogos on-line, já porque muitos jogadores ficaram impedidos de ir a seus habituais locais de aposta. E, na avaliação de Juan Barrachina, Group General Manager do Kambi, também aumentou a pressão sobre as autoridades para regular os jogos. “Agora é a hora da grande mudança para todos”, disse ele, que elogiou a regulação adotada pela Colômbia.

No Brasil, liberação causará ‘efeito dominó no continente’

Pensando no cenário pós-Covid, Eddie Morales, diretor de vendas da BetGames TV para a América Latina, está de olho nas possíveis novas leis, sobretudo a brasileira. “O Brasil vai começar um efeito dominó no continente”, previu.

Para aproveitar todo o potencial da América Latina, é preciso, antes de mais nada, entender que se trata de um continente com diversos países e não de um mercado único. Esta é a opinião de diversos especialistas que participaram dos painéis.

Um dos que sustentou essa ideia foi Thomas Carvalhaes, especialista e consultor em iGaming no Brasil e América Latina. Para ele, empresas que querem entrar em um país latino-americano têm de entender essa diversidade e adaptar a estratégia a cada nação. Carvalhaes participou de um terceiro debate no evento.

No mesmo debate, Florencia Brancato, country manager da Pinnacle para a América Latina, explicou que, dadas as características de cada país, é importante que se tenha uma equipe local. “Você pode ter uma equipe inteira baseada no Uruguai, na Argentina, onde quiser. Mas você precisa ter pessoas nos outros países que possam te ajudar a entender o que está acontecendo”, observou.

Sobre o desafio de manter os talentos, Carvalhaes cita a liderança adequada ao perfil local. Enquanto Cris Matus, COO da Ganabet MX, falou sobre como a liderança tem de agir. Para ele, é preciso reconhecer, sobretudo, que “as pessoas não trabalham mais só por dinheiro. Elas precisam ser desafiadas, elas querem fazer a diferença. E você precisa dar o ambiente para isso”. Além disso, defende que a liderança tem de garantir que a equipe esteja segura de que as decisões certas estão sendo tomadas. Ademais, precisam sentir que eles terão espaço para crescer.

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