A Dynasty vai iniciar em breve um roadshow com investidores selecionados na Europa para início da venda do DYN, um token de pagamento regulado, de aceitação mundial lastreado por imóveis espalhados em quase todos os continentes, sendo os principais América do Sul, América do Norte, Europa e Ásia. A ideia, nessa fase de oferta privada, é vender 800 mil tokens na Europa, cada um com valor unitário de 50 francos suíços, totalizando 40 milhões de francos suíços (aproximadamente US$ 41 milhões). Outros 200 mil são destinados a investidores selecionados no Brasil. 

O anúncio do início do road show para a Europa foi marcado por evento realizado no dia 13 de fevereiro no Consulado Geral da Suíça, em São Paulo. O coquetel contou com a presença de mais de 60 pessoas, entre representantes do mercado, investidores, juízes e até mesmo parlamentares. O jogador de futebol, Daniel Alves, um dos sócios da Dynasty, estava presente.  Os participantes receberam ao fim do evento um air drop de 1 token DYN, que poderá ser trocado por dinheiro daqui a seis meses.

Para o CEO e fundador da Dynasty, Eduardo Carvalho, o início da venda dos tokens para o mercado europeu é uma chance de aproximar investidores institucionais do mercado de criptomoedas, ao disponibilizar para eles tokens lastreados em ativos do mundo real, com maior liquidez dos que os mercados tradicionais. “Nos EUA já temos 22% dos investidores institucionais se posicionando em crypto e vemos isso como uma tendência presente”, prevê.

Nos EUA já temos 22% dos investidores institucionais se posicionando em crypto e vemos isso como uma tendência presente.


Custódia e distribuição a cargo da Transfero

A custódia e distribuição do token será feita pela Transfero Swiss AG, um one stop shop para clientes institucionais e investidores de alto poder aquisitivo que querem se expor ao mercado de criptoativos. Durante o evento no Consulado, o head de Investimentos da Transfero, Carlos Russo, disse que o BRZ, primeira stablecoin pareada a uma moeda de um país emergente e emitida pela companhia, poderá ser muito útil nas transações com o token DYN.

A liquidez global do token DYN da Dynasty é um dos seus atrativos em relação ao investimentos em fundos imobiliários tradicionais. Enquanto mesmo os maiores fundos de investimento imobiliários têm uma liquidez diária baixa, e na moeda local onde são negociados, um token cripto como o DYN pode ter um volume de transações diário muito superior aos maiores fundos imobiliários do mundo além da possibilidade de liquidação em criptomoedas (Bitcoin, BRZ, TrueUSD) e moedas fiduciárias distintas (USD, EUR, BRL, entre outras). Somado a todas essas inovações, os custos de transação com criptomoedas são significativamente menores do que os do mercado tradicional, o que traz benefício ao investidor uma vez que, usualmente, esses custos são repassados ao investidor.

Como funciona o investimento no token DYN

Os valores captados dos investidores pela compra dos tokens DYN da Dynasty serão usados na aquisição de imóveis de alto padrão em diversos locais do mundo. O valor do aluguel e/ou venda desses imóveis serão usados para recomprar os tokens de quem deseja vender. Após recomprados, os tokens são destruídos – ou queimados, no jargão do setor. 

A rentabilidade do investidor é dada então pela variação do valor do token a partir desses movimentos de redução da oferta. Por exemplo, se 3% dos tokens forem queimados, a tendência é que a valorização seja de 3%.

O projeto prevê, ao todo, a venda de 21 milhões de tokens em quatro tranches anuais. O investimento mínimo é de 100 DYN ou aproximadamente 5 mil francos suíços. Os investidores podem monitorar todas as transações com o token no Ether Scan. 

A primeira tranche será de 5 milhões de DYN, cujos recursos serão investidos em imóveis comerciais já alugados. As tranches seguintes, com número de tokens aproximadamente iguais, passam a comprar ativos de maiores níveis de risco e retorno. A oferta pública dos tokens deve ocorrer dentro de seis meses do lançamento. 

O roadshow vai passar por alguns países nos quais as taxas de juros estão negativas. Nesses locais, investidores buscam ativos com maior nível de atratividade já que os títulos governamentais não compensam e, por isso, deve haver maior interesse no projeto. Mesmo no Brasil, com os juros a 4%, os tokens tiveram uma boa receptividade do mercado, avalia Carvalho.