Sam Bankman-Fried, o jovem bilionário de 29 anos que criou a corretora FTX, não sabia que rumo daria à carreira até meados de 2014. Na época, ele cursava Física no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e cogitava seguir a vida acadêmica, embora ainda tivesse muitas sobre como conciliar carreira com sua realização pessoal.

Foi nesse período que ele conheceu o altruísmo efetivo, um movimento criado por dois professores de Oxford, que defendem que a importância de se fazer o bem da forma mais eficaz possível, com os recursos disponíveis. A filosofia encorajava a busca por uma carreira de destaque, com propósito de doar valores substanciais para organizações focadas em benefícios para a sociedade.

Adepto da filosofia, Bankman-Fried tinha dúvidas entre se tornar um funcionário do Centro de Altruísmo Efetivo ou encontrar um emprego, com o qual obtivesse recursos suficientes para contribuir com a sociedade. A escolha do jovem acabou sendo Wall Street, na Jane Street Capital, um fundo quantitativo.

“Altruísmo efetivo” foi um divisor de águas, afirma Sam Bankman-Fried

Bankman-Fried considera que o conceito foi um verdadeiro divisor de águas em sua vida, uma vez que o fez perceber que quanto mais dinheiro ganhasse, maior poderia ser a sua contribuição para a sociedade.

Na época em que trabalhava em Wall Street, Sam chegou a doar mais da metade de seus rendimentos para caridade. Foi nesse período que ele conheceu o mercado de criptoativos e logo decidir se dedicar a essa indústria nascente.

A partir de 2017, Bankman-Fried criou a Alameda Research, especializada em market making e trade quantitativo. Dois anos depois, em 2019, ele lançou a corretora FTX (especializada em derivativos de criptomoedas).

Atualmente, o empresário bilionário  é membro da Giving What We Can e confirma que ainda planeja doar a maior parte de sua fortuna para instituições de caridade.

No ano passado, ele ficou famoso pela doação milionária de US$ 5 milhões à campanha de Joe Biden.

FTX é uma das maiores corretoras do mundo

Desde sua criação, a FTX já atraiu investidores em todo canto do mundo, inclusive no Brasil. Em 2020, a Transfero e a Alameda Ventures (braço de investimentos da Alameda Research) fecharam uma parceria estratégica voltada ao desenvolvimento de oportunidades de negócio no Brasil e  América Latina.

Atualmente, a exchange tem um volume diário de negociação de US$ 19 bilhões por dia e figura entre as maiores do mundo, segundo o CoinMarketCap. Em julho, a empresa recebeu aporte de US$ 900 milhões, o que elevou seu valor de mercado para US$ 18 bilhões.

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