Existem inúmeras razões para alguém fazer depósito internacional. Em um mundo cada vez mais conectado, pessoas e empresas localizadas em diferentes países podem querer fazer uma transferência internacional por motivo de viagens, para fazer um investimento ou simplesmente para fazer uma remessa para um familiar.

Como era de se esperar, há uma ampla gama de opções para se fazer um depósito internacional. Mas os custos variam muito. Em alguns casos, pode haver, por exemplo, a cobrança de spread sobre a cotação da moeda. Veja algumas maneiras de se fazer essa operação.

Depósito internacional com bancos tradicionais

Os bancos tradicionais também podem oferecer serviços de depósito internacional. Mas há uma série de taxas que variam bastante. Não só há tarifas da própria instituição como também o IOF e a taxa Swift. Esta é uma cobrança para a comunicação entre os bancos de países diferentes. Vale lembrar que, também aqui, os bancos de destino podem cobrar taxas para o recebimento.

xoom
PayPal oferece o Xoom

Já o PayPal oferece o serviço Xoom para depósito internacional. Simulando uma transferência para os EUA, ele não dá a opção de a moeda original ser o real, mas apenas o próprio dólar e outras moedas estrangeiras.

No PayPal, além das tarifas para o depósito, há cobrança para o saque. No depósito, a tarifa varia de US$ 2 a US$ 4, enquanto para o saque ela é sempre de US$ 5,99 (valores para o envio de US$ 200).

Segundo a empresa, via depósito bancário, os recursos ficam disponíveis no banco americano já no dia útil seguinte. As opções mais rápidas são transferências que partem de um depósito com cartão de débito para um cartão de débito no exterior. Neste caso, afirma o PayPal, os recursos podem estar disponíveis em 30 minutos. Outra opção rápida é enviar para saque em pontos específicos, como Walmart e Ria, o que também leva só alguns minutos.

Assim como na Western Union, as taxas no PayPal mudam de um país para o outro. Um envio de US$ 200 para a Alemanha, por exemplo, se transformaria em € 160,36 e teria taxas de US$ 4,99 tanto para o depósito bancário quanto para o saque em dinheiro.

Remessa Online tem mínimo para depósito internacional

A brasileira Remessa Online oferece serviço de depósito internacional para além dos tradicionais dólar, euro e libra. Há também os pesos argentino e chileno, os dólares australiano e canadense e o iene japonês. A cotação varia de acordo com a quantidade que a pessoa quer enviar, e há um mínimo de R$ 150 por operação.

Incidem sobre os envios uma tarifa bancária, o IOF de 0,38% e ainda uma taxa administrativa de 1,4%. Quem envia o dinheiro faz o pagamento por transferência bancária, então é necessário esperar a identificação da transferência para a Remessa Online. A partir daí, o recurso chega à conta de destino em até um dia útil.

Transferwise

Pela Transferwise, é possível transferir os recursos para mais de 60 países. A taxa de câmbio é a comercial e não há spread. Há, contudo, taxas na transação.

Assim, uma transferência de R$ 1.000 para os EUA se transformaria em US$ 182,27. Mas seria necessário pagar R$ 29,44 de taxas, caso seja pagamento por transferência bancária, ou R$ 36,34 para pagar por boleto.

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Western Union

Uma das empresas que permite o depósito internacional é a tradicional Western Union, cujo processo de transferência é um pouco burocrático e pode levar até três dias para o dinheiro ficar disponível.

Outro ponto importante é que a cotação das moedas varia conforme o modo como o destinatário vai receber os recursos. No dia em que o PanoramaCrypto fez esta simulação de envio para os EUA, R$ 1 equivalia a US$ 0,1828 para quem fosse pegar os recursos em uma unidade da Western Union. Mas, para depósito em banco, a cotação era de US$ 0,1847 para cada real. Embora a diferença possa parecer pequena, ela se avoluma quando o montante é alto.

De acordo com o site da empresa, o limite de envio é de R$ 14 mil. Dependendo da transação, a companhia cobra tarifas específicas. No caso, por exemplo, de envio de dinheiro para retirada em loja, a taxa para pagamento com transferência bancária (e prazo maior) é de R$ 9,90, enquanto na loja a cobrança é proporcional ao valor. Neste último exemplo, uma transferência de R$ 5 mil teria custo de R$ 75.

A empresa lembra que as taxas variam não apenas conforme o canal de transferência, mas também de acordo com o país para o qual vai o dinheiro. E há spread sobre o valor da moeda.

Vale Postal dos Correios

Já os Correios oferecem o Vale Postal, e quem envia não precisa ter conta bancária. Também não há tarifa no recebimento, mas quem envia paga uma taxa de R$ 35,00 e outra de 1,5% sobre o valor da remessa. O destinatário receberá uma notificação quando o dinheiro estiver disponível e deve, então, comparecer a uma agência do serviço de correios local.

O serviço, contudo, não está disponível em todos os países. Há uma lista no site dos Correios com os destinos aceitos e o prazo para liberação do dinheiro — que varia de dois a cinco dias úteis. Os limites de transferência também variam conforme o país.

Stablecoins na mira dos usuários

Os criptoativos, mais especificamente as stablecoins, tem sido consideradas pelos usuários como opção de mais baixo custo para um depósito internacional. Para usar esse serviço, é preciso ter uma conta em uma exchange, enviar os recursos para a instituição e comprar o token. Uma vez detentor do token, o usuário pode transferi-lo para uma wallet pessoal de um terceiro ou para uma exchange internacional que o aceite.

Os custos de um depósito internacional com stablecoins são irrisórios – embora recentemente a Ethereum tenha registrado uma sobrecarga na sua rede que elevou os custos de transação. Com esses ativos, a quantia transferida cai quase imediatamente na wallet do recebedor e, além disso, o detentor pode trocá-la por outros criptoativos ou ainda fazer uma transferência bancária local.

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Um token pareado ao Real Brasileiro