A mineração na rede do bitcoin foi duramente afetada com a restrição ao acesso de internet no Cazaquistão. Com o país enfrentando protestos civis diante do aumento do preço dos combustíveis, o governo decidiu suspender a internet na última quarta-feira (5).

A queda da internet no Cazaquistão afetou a hashrate por cerca de cinco dias, e nesta segunda-feira (10) a taxa já apresentava uma grande recuperação. Segundo o CoinDesk, a queda da hashrate foi reduzida para 2,2% atualmente.

Localizado na Ásia Central e um dos principais polos de mineração de bitcoin no mundo, a suspensão do acesso à internet no Cazaquistão fez com que a hashrate do criptoativo sofresse uma queda drástica na última semana.

Com protestos que foram iniciados na região oeste do Cazaquistão, confrontos entre a polícia, manifestantes e o exército estamparam as capas de jornais do país, que sofre repressão diante do aumento no preço dos combustíveis.

Em busca de conter os protestos que se tornaram violentos, o governo do Cazaquistão decidiu interromper o acesso à internet para impedir a comunicação entre os manifestantes.

Com isso, a queda das conexões com a internet também afetou as fazendas de mineração instaladas no país. Até então, o Cazaquistão era o segundo maior polo de mineração de bitcoin do mundo, sendo responsável por cerca de 18% de todo poder computacional.

Atrás apenas dos Estados Unidos, o Cazaquistão se transformou em um grande polo de mineração de bitcoin logo após a China decidir restringir a atividade no país. Até o primeiro semestre de 2021, a China liderava entre os países que mais mineravam bitcoin no mundo.

A crise no Cazaquistão, somada à mudança de política monetária sinalizada pelo Fed, fizeram o preço do bitcoin despencar na última semana, acompanhando a queda de 14% do hashrate.

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