Carteiras bitcoin de hardware são mais seguras que de software. Esse é o senso comum entre os especialistas em segurança das criptomoedas. Assim, 10 entre 10 especialistas recomendam que grandes somas crypto devem ser guardadas nas carteiras de hardware (cold wallets). E as online devem ficar apenas com uma pequena quantia para gastos. Mas será que é isso mesmo?

Um artigo publicado pela Edge, uma das wallets crypto online (software) mais respeitadas do mercado, tenta desfazer essa falsa dicotomia. Para basear seus argumentos, a empresa fez um ranking crescente com as maiores ameaças a perda de criptoativos.

  1. Erro do usuário
  2. Engenharia social (pishing, SIM port, etc)
  3. Risco dos agentes de custódia
  4. Malware
  5. Ataque físico

Carteiras bitcoin de harware são mais seguras que as de software para malwares

De fato, carteiras bitcoin de hardware são muito mais seguras do que as de software em termos de proteção contra malware. Mas, segundo o ranking feito pela empresa, esse é apenas o quarto motivo de ameaça. Segundo a Edge, após cinco anos de experiência, a probabilidade de um ataque desses é menor que a dos três primeiros itens da lista.

Ainda assim, reconhece a empresa, os ataques acontecem. No entanto, explica, não se pode colocar as carteiras digitais de software (hot wallets) no mesmo balaio. Wallets que funcionam em desktops estão muito mais suscetíveis a riscos. Já que qualquer aplicativo instalado tem acesso a praticamente todo o PC. Nos celulares, contudo, isso não acontece, pois os apps são baixados das respectivas lojas onde são verificados previamente.

Além das checagens por malwares, dispositivos móveis têm ferramentas de segurança como sandbox. Dessa forma, elas ajudam a manter os aparelhos livres de malwares. Mesmo se o usuário baixar um malware, o sistema operacional será capaz de isolá-lo e criar uma separação entre o programa malicioso e o restante do sistema. Além disso, há muito mais malwares desenhados para PCs do que para dispositivos móveis.

De acordo com um estudo realizado em 2015 pela empresa de segurança Damballa, apenas 0,0064% dos dispositivos móveis nos Estados Unidos foram infectados por malware.

Wallets software e de hardware se equiparam nos demais quesitos

As wallets hardware têm proteção contra perda, mas nesse caso, as software também, com o uso de um conjunto de palavras. E com relação à engenharia social? Segundo o artigo, as cold wallets protegem tanto quanto as wallets software. Já que esse ataque não depende de software ou hardware, mas sim de um usuário sendo levado a informar suas chaves privadas. Em termos de risco de agente de custódia, explica o artigo, a proteção é igual para as duas.

Ou seja, nas três maiores ameaças a perdas de ativos, as wallets hardware não são melhores do que as de software. Assim como no caso de um ataque físico.

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