O BRZ, token da Transfero Swiss que guarda paridade com o real brasileiro, é a criptomoeda brasileira mais negociada do país, segundo dados de agosto de 2019 a fevereiro de 2020 reportados pelas exchanges – bolsas de compra e venda de criptoativos – à Receita Federal. O volume de negociação do BRZ totalizou aproximadamente US$ 100 milhões no período. O ativo é a segunda stablecoin mais negociada no país, só perdendo para o Tether (USDT), pareado ao dólar, e a quinta criptomoeda com maior volume de operação, à frente da Litecoin (LTC) e do Ether (ETH). 

“O BRZ foi criado com a ideia de ser o primeiro ativo digital lastreado em uma moeda de um país emergente, nesse caso o real brasileiro. Nossa visão está em linha com o movimento internacional de países, como a China, que entenderam a importância de ter moedas nacionais refletidas, de certa forma, na blockchain. A digitalização da economia é inevitável”, afirma Thiago Cesar, CEO da Transfero Swiss.

BRZ teve maior negociação em dezembro de 2019, diz Receita

O mês de dezembro de 2019 foi o que teve maior volume de negociação de BRZ, cerca de US$ 30 milhões. Os principais negociadores de BRZ são pessoas físicas e jurídicas que operam entre diversas corretoras no mercado de criptomoedas. Por exemplo, pessoas que movem recursos entre exchanges para investir em um determinado criptoativo ou fazer hedge contra a volatilidade de preço do bitcoin em momentos de maior nervosismo do mercado. A maior parte dos detentores –  cerca de 90% –  são de investidores brasileiros. 

O BRZ foi criado com a ideia de ser o primeiro ativo digital lastreado em uma moeda de um país emergente, nesse caso o real brasileiro.

A Instrução Normativa da Receita Federal número 1.888/2019 prevê que as exchanges de criptomoedas brasileiras informem todas as operações acima de R$ 30 mil no período de um mês realizadas em suas plataformas. Além disso, pessoas físicas e jurídicas que realizam operações sem intermédio de corretoras ou em firmas localizadas no exterior também precisam prestar essas informações à Receita sempre que elas ultrapassarem aquele valor.

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Stablecoins permitem acessar mercado de criptomoedas sem se expor ao bitcoin

Stablecoins são criptomoedas que seguem o valor de alguma moeda soberana, como dólar, euro ou yuan. O detentor de um token pode tanto trocá-lo por dinheiro tradicional em exchanges selecionadas quanto pode negociá-lo contra outros pares de ativos digitais, sendo o principal o bitcoin. A principal vantagem de uma stablecoin pareada em real é a possibilidade acessar o mercado internacional de criptoativos sem se expor à volatilidade de curto prazo do bitcoin. 

O BRZ mantém reservas auditadas equivalentes ao volume de tokens emitidos em títulos governamentais denominados em reais, o que permite que o valor de cada token seja de R$ 1. Essas reservas são informadas no Portal de Transparência do BRZ, que traz ainda os volumes de transação, o número de carteiras que detêm o ativo, tokens em tesouraria e circulação, e os ativos em reservas, entre outras informações. O preço do token é mantido estável pela própria atuação dos agentes do mercado, com base nessas reservas. O token está listado em exchanges localizadas no Brasil, Europa, China e Estados Unidos.

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