A criptomoeda brasileira BRZ cresceu quase R$ 120 milhões em fevereiro de 2021. Ao todo, as exchanges brasileiras informaram à Receita Federal a movimentação de R$ 320 milhões em BRZ naquele mês. O desempenho reflete o aumento de demanda dos usuários das exchanges onde o BRZ tá listado, principalmente na FTX. Além disso, o preço do bitcoin cresceu 27% naquele mês.

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Posição do BRZ entre os criptoativos no Brasil

Levando em consideração os demais criptoativos, a criptomoeda brasileira foi a terceira stablecoin mais negociada e a sétima colocada levando em consideração o bitcoin e as demais altcoins.  Assim, manteve a posição obtida em janeiro no mercado brasileiro.

“O BRZ foi criado com a ideia de ser o primeiro ativo digital lastreado em uma moeda de um país emergente, nesse caso o real brasileiro. Nossa visão está em linha com o movimento internacional de países, como a China, que entenderam a importância de ter moedas nacionais refletidas, de certa forma, na blockchain. A digitalização da economia é inevitável”, afirma Thiago Cesar, CEO da Transfero Swiss.

O que é o BRZ?

O BRZ é a maior stablecoin pareada a uma moeda nacional da América Latina. Por ser uma stablecoin, 1 BRZ sempre vale R$ 1. Essa paridade é mantida por agentes do mercado com base nas reservas mantidas pelo Reserve Manager.

Para que serve o BRZ?

O BRZ permite ao investidor de criptoativos acessar plataformas de finanças descentralizadas e exchanges internacionais de criptoativos sem se expor à volatilidade do bitcoin. Se o usuário deseja comprar uma criptomoeda que esteja em uma plataforma internacional que não aceita depósitos em reais, ele consegue fazê-lo por intermédio do BRZ desde que a criptomoeda brasileira esteja listada naquela plataforma.

É possível ter rendimentos em BRZ?

Ao contrário da criptomoeda brasileira da Vira-Lata Finance, o $Reau, o BRZ não é um ativo especulativo. Portanto, não é possível obter rendimentos com ela. Na prática, o BRZ é um meio de acessar plataformas de finanças descentralizadas e exchanges internacionais de forma mais ágil e barata.

O BRZ é uma moeda digital do Banco Central?

O Banco Central tem um projeto em desenvolvimento para uma moeda digital brasileira, mas o BRZ é uma stablecoin emitida pela Transfero e não tem relação com o governo federal.

BRZ foi a criptomoeda brasileira mais negociada em 2020

Em 2020, o volume de operações com o BRZ totalizou aproximadamente R$ 1,5 bilhão. Assim, a criptomoeda brasileira fechou o ano logo atrás do ether (ETH). Entre as stablecoins, o token é o terceiro mais negociado, só perdendo para o tether (USDT) e USDC e a sexta criptomoeda com maior volume de operação, à frente da litecoin (LTC) e do bitcoin cash (BCH).

Os principais negociadores de BRZ são pessoas físicas e jurídicas que operam entre diversas corretoras no mercado de criptomoedas. Por exemplo, pessoas que movem recursos entre exchanges para investir em um determinado criptoativo ou fazer hedge contra a volatilidade de preço do bitcoin em momentos de maior nervosismo do mercado. A maior parte dos detentores –  cerca de 90% –  são de investidores brasileiros. 

O BRZ foi uma criptomoeda criada com a ideia de ser o primeiro ativo digital lastreado em uma moeda de um país emergente, nesse caso o real brasileiro.

A Instrução Normativa da Receita Federal número 1.888/2019 prevê que as exchanges de criptomoedas brasileiras informem todas as operações acima de R$ 30 mil no período de um mês realizadas em suas plataformas. Além disso, pessoas físicas e jurídicas que realizam operações sem intermédio de corretoras ou em firmas localizadas no exterior também precisam prestar essas informações à Receita sempre que elas ultrapassarem aquele valor.

Leia também:
– DAVOS: BRZ é destaque em painel durante Fórum Econômico Mundial
– “BRZ deu um salto qualitativo com listagem na Bittrex”

O que são stablecoins?

Stablecoins são criptomoedas que seguem o valor de alguma moeda soberana, como dólar, euro ou yuan. O detentor de um token pode tanto trocá-lo por dinheiro tradicional em exchanges selecionadas quanto pode negociá-lo contra outros pares de ativos digitais, sendo o principal o bitcoin. A principal vantagem de uma stablecoin pareada em real é a possibilidade acessar o mercado internacional de criptoativos sem se expor à volatilidade de curto prazo do bitcoin. 

O BRZ mantém reservas auditadas equivalentes ao volume de tokens emitidos em títulos governamentais denominados em reais, o que permite que o valor de cada token seja de R$ 1. Essas reservas são informadas no Portal de Transparência do BRZ, que traz ainda os volumes de transação, o número de carteiras que detêm o ativo, tokens em tesouraria e circulação, e os ativos em reservas, entre outras informações. O preço do token é mantido estável pela própria atuação dos agentes do mercado, com base nessas reservas. O token está listado em exchanges localizadas no Brasil, Europa, China e Estados Unidos.

Como comprar criptomoedas no Brasil?

O BRZ é uma maneira mais rápida de acessar o mercado de criptomoedas brasileiro e mundial. Para comprar o BRZ, é preciso ter uma conta em uma das exchanges em que ele é listado. Entre elas, estão a FTX, Bittrex e Novadax. Todas elas permitem a compra da criptomoeda brasileira, que pode ser trocada por outro ativo digital no momento que o investidor julgar mais adequado.

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