Segurança e anonimato da blockchain podem servir à segurança pública

Segurança e anonimato da blockchain podem servir à segurança pública

Ao utilizarem a blockchain, as agências de segurança pública teriam mais mecanismos para avaliar as evidências e os dados mais sensíveis de crimes

Segurança e anonimato da blockchain podem servir à segurança pública

Por Redação

Em todo o mundo, há constantemente conflitos em relação aos elementos digitais que são utilizados como provas em processos criminais. São muitos os questionamentos gerados por fraudes em informações, imagens manipuladas, e outros meios de tecnologia utilizados para avaliação desses crimes. Entre eles, fotos, vídeos e demais provas colhidas por meios tecnológicos.

Para evitar futuras controvérsias semelhantes em torno das evidências digitais, algumas autoridades começaram a recorrer a uma solução aparentemente improvável: a tecnologia blockchain. O assunto foi destaque em artigo no site GCN.

A ideia é que, por serem de fácil manuseio, as blockchains podem auxiliar a transformar a segurança pública. Ao utilizarem as redes, as agências de segurança pública teriam mais mecanismos para avaliarem as evidências e os dados mais sensíveis. Dessa forma, seria possível aprimorar a cooperação interinstitucional. Além disso, também promoveria maior confiança do público sobre a integridade das investigações.

Mas de que forma a blockchain pode ajudar?

Estabelecer uma cadeia de custódia para evidências digitais é especialmente complicado. Esse trabalho precisa contar com muitas fontes e diferentes tipos de provas. Por isso, é particularmente suscetível a adulterações. Modificações por photoshop em imagens que coloquem alguém em uma cena de crime, é uma das situações que pode ocorrer, por exemplo.

Além disso, como é fácil copiar provas digitais, pode ser difícil identificar os arquivos originais. Desse modo, fica ainda mais complicado manter a integridade das provas em toda a cadeia de custódia.

Sendo assim, a blockchain é especialmente adequada para enfrentar esse desafio. Na verdade, as diretrizes federais existentes para lidar com evidências digitais são bastante semelhantes ao método de funcionamento das blockchains. Ao capturar uma unidade de disco rígido, por exemplo, uma equipe especial examinará o conteúdo e usará esses dados para gerar um valor de hash.

Com a blockchain também é possível incorporar uma variedade de dados de várias fontes, anonimizá-lo e rastreá-lo, A partir disso, é possível garantir a autenticidade sem a necessidade de validação de terceiros. As implicações de segurança pública de tal tecnologia são enormes.

Além de estabelecer uma cadeia de custódia por design, a blockchain permitiria o processamento de envios de qualquer agência na rede. Assim, aumentaria a capacidade de colaborar com essas informações de maneira aberta e em todas as jurisdições.

A rede proporciona ainda um nível elevado de confiança pública na integridade das evidências. Isso porque, uma vez que qualquer forma de adulteração policial seria impossível, graças à natureza compartilhada e à imutabilidade do blockchain.