Em 2011, Lucas Schoch era um jovem jogador de Warcraft, game no qual era possível trocar itens por dinheiro real. “Muitos jogadores eram de fora do país. Como fazer essa transação? Em um grupo, sugeriram que eu deixasse uma sequência de scripts rodando em minha máquina, para que me enviassem os recursos de que eu precisava”, contou o atual CEO da Bifty durante o episódio do Bloco Cripto desta semana. 

Foi assim que o programador começou, sem saber, a minerar bitcoin. “Deixei rodando em minha máquina e na de alguns clientes”, disse. Só entendi depois o que era isso, mas foi desta forma que comecei no mundo crypto. “Gastei mais de 1,2 mil bitcoin no jogo naquela época, mas isso me motivou a entender o que era essa tecnologia”, explicou, mencionando que tal fato permitiu que ele enxergasse o potencial das criptomoedas para transações internacionais. 

Em 2017, ele resolveu criar a própria empresa, com o objetivo de permitir que os consumidores efetuassem compras em criptomoedas e os vendedores recebessem em real. “No início, não tivemos sucesso, pois não havia público para isso. Mas foi assim que desenvolvemos a Bitfy, uma carteira com foco em segurança e usabilidade”, destacou. 

Confira na íntegra a conversa de Lucas com o diretor de Produtos e Parcerias da Trasfero, Safiri Felix. Durante o bate-papo, ele comenta os desafios de desenvolver um modelo de negócios como esse no Brasil. “Pelo fato de ser muito difícil, o que prospera acontece muito rápido aqui”, afirmou. Hoje, a empresa tem uma carteira de criptomoedas, que permite que as vendas entrem diretamente na conta bancária do usuário. 

 

Confira aqui os demais episódios do Bloco Critpo.

Caso tenha algum comentário ou contribuição para o PanoramaCrypto, entre em contato com a nossa Redação.