As moedas de curso legal podem ser impressas pelos países em quantidades ilimitadas, o que se reflete em aumento da inflação e perda do poder de compra das pessoas. Uma alternativa para isso, segundo o analista e bitcoiner Max Keizer, é a adoção do bitcoin.

“O dinheiro ‘de papel’, matematicamente falando, sempre resulta em perda do poder de compra. Por outro lado, o bitcoin tem a garantia matemática de elevar o poder aquisitivo das pessoas”, comentou ele, durante sua apresentação na LaBitConf 2021, realizada em El Salvador, que foi a primeira nação a adotar legalmente a moeda líder. 

“Bitcoin é volátil? Sim, mas a grande maioria das pessoas está disposta a aceitar essa volatilidade, com a garantia de aumentar o seu poder de compra ao longo do tempo”, afirmou. “Você quer ter dólares – ou qualquer outro dinheiro fiat – que com toda a certeza vai se desvalorizar ao longo do tempo?”, questionou Keizer. 

Dinheiro fiduciário está sujeito à desvalorização

Para o Diretor de Produtos e Parcerias da Transfero, Safiri Felix, essa foi uma das apresentações mais “impactantes” da LaBitConf. “Keizer passou ao público a mensagem de que qualquer moeda oficial está sujeita a perder o seu valor de compra, inclusive o dólar”, afirmou.

Aliás, na visão de Keizer, os países em desenvolvimento, que estão sofrendo os maiores impactos do dólar, serão os impulsionadores do bitcoin e de outros criptoativos. “O bitcoin é capaz de mudar a vida das pessoas, aumentar e universalizar o acesso não apenas às soluções financeiras, mas também aos serviços básicos”, ressaltou, referindo-se à elevação de preços dos alimentos, energia e commodities. 

Para o analista, a adoção e aceitação do bitcoin em El Salvador foi uma “declaração de independência” e as demais nações da América Latina precisam encontrar soluções semelhantes para manter a igualdade, estabilidade, empresas e empregos.

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