O bitcoin atingiu o recorde de capitalização de mercado. Pela primeira vez na história, a criptomoeda alcançou o patamar de US$ 330 bilhões em marketcap, superando os US$ 326 bilhões registrados em dezembro de 2017. Além disso, a principal criptomoeda se aproximou de sua alta histórica, ultrapassando pela primeira vez o patamar de US$ 18 mil desde dezembro 2017. Em reais, até o fechamento desta reportagem, faltava pouco para a principal criptomoeda para atingir os R$ 100 mil.

A alta histórica do bitcoin vem a reboque de uma série de acontecimentos. Entre eles, o halving ocorrido no início de 2020 e o aumento do interesse de grandes investidores. O primeiro influencia diretamente na curva de oferta da moeda. O segundo, na demanda.

Recorde do bitcoin ligado incertezas políticas e econômicas

As incertezas políticas mundiais também ajudam a impulsionar a moeda. Por exemplo, a indefinição das eleições dos EUA e os próprios impactos da Covid-19 nas economias nacionais. Como é visto como um porto seguro contra crise sistemas, o bitcoin vem se beneficiando do cenário conturbado.

No início de 2020, a Transfero lançou uma tese de investimentos sobre o desempenho dos ativos digitais no biênio 2020-2021. Segundo o documento, a Covid-19 e atuação dos bancos centrais na impressão de dinheiro impulsionariam o bitcoin e as demais moedas.

Notícias de que os bancos centrais começam a estudar moedas digitais próprias também estariam favorecendo a criptomoeda. O Banco Central japonês anunciou ter iniciado estudos com um Iene Digital. Outros bancos centrais, como o da China, já fizeram movimentos semelhantes.

A alta do bitcoin puxou outros ativos digitais. A Litecoin, por exemplo, subiu cerca de 23% em sete dias. O XRP Ripple, 13%. As maiores altas foram as dos tokens de governança SushiSwap e YearnFinance, superando os 53%.

Caso tenha algum comentário ou contribuição para o PanoramaCrypto, entre em contato com a nossa Redação.
Ativos alternativos crescem como opções de diversificação de portfólio