O preço do bitcoin bateu um novo recorde esta semana. Pela primeira vez, a criptomoeda líder passou dos US$ 40 mil. Com isso, acumula valorização de 700% desde 12 março de 2020, quando começou um rali em seu preço, de acordo com a CNN.

No fim de 2020, o bitcoin primeiro bateu o recorde de marketcap, superando, pela primeira vez, US$ 330 bilhões em capitalização de mercado. Em dezembro, foi a vez de romper a máxima histórica de preço após três anos, ao ser negociada a mais de US$ 20.500.

Já a marca dos US$ 30 mil ficou para trás no dia 2 de janeiro. No pico do dia 7, o preço do bitcoin chegou aos US$ 40.402,46, informa o site. No dia em que esta reportagem foi escrita, a criptomoeda líder valia US$ 41,467.23, acumulando alta de mais de 40% em sete dias.

Novo recorde do bitcoin lembra bolha das pontocom, mas há diferenças

Michaël van de Poppe, analista do Cointelegraph Markets, acredita que o movimento está só no início. “Os mercados estão indo muito bem e o ciclo de alta está começando bem aqui. Isso significa que o mercado provavelmente continuará operando em alta no próximo ano”, disse o analista, de acordo com o Cointelegraph.

Para Sui Chung, CEO da CF Benchmarks, isso mostra que “estamos vendo o amadurecimento de uma classe de ativos totalmente nova”.

Mas nem tudo são flores. Enquanto Mati Greenspan, da Quantum Economics, acredita que o bitcoin pode chegar a US$ 100 mil, há os cautelosos. David Lifchitz, CIO da gestora de ativos ExoAlpha, por exemplo, acredita que a forte alta faz lembrar a bolha das pontocom.

Há, contudo, diferenças no cenário atual em relação à disparada do bitcoin em 2017, quando a moeda perdeu mais de metade do valor em um mês. Ao Infomoney, Safiri Felix, diretor da Transfero, ressalta a mudança no perfil dos investidores. Se antes havia muitas pessoas físicas descobrindo o crypto, agora estão em cena os players institucionais.

“O fluxo comprador é bem maior, porque são os grandes bancos e corretoras de Wall Street que estão adquirindo Bitcoin”, diz Felix.

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Quantidade de bitcoin disponível pode explicar alta

Um relatório da Glassnode analisou o estoque de bitcoin disponível no mercado. O texto lembra que a quantidade da moeda ao longo do tempo foi pré-programada. Desta forma, 88,5% do total já foram minerados, assim, havia cerca de 18,6 milhões de bitcoins circulando quando a análise foi escrita.

Contudo, nem todo esse suprimento está disponível para compra e venda. Na verdade, segundo o documento, apenas 22% deste total estão livres para negociação. Os outros 78% são “ilíquidos”. E “mais de 1 milhão de BTC se tornaram ilíquidos ao longo de 2020”, afirma a Glassnode.

Ainda conforme a análise, houve uma tendência de alta na “iliquidez” do bitcoin no último ano. “Isso indica que o atual bull market é movido por uma quantidade impressionante de iliquidez”.

Um dos fatores que aumentam a falta de liquidez do bitcoin é a compra de grandes quantidades da criptomoeda por investidores institucionais, como alertou o banco JPMorgan. Como buscam investimentos de longo prazo, acabam travando os valores por mais tempo, reduzindo a liquidez.

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